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Sem neve, filas e animais sem condições. Queixas contra a Capital do Natal

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Sem neve, filas e animais sem condições. Queixas contra a Capital do Natal

“As renas, tal como todo o parque, estão licenciadas pelas autoridades competentes, no caso das renas por uma entidade veterinária da Câmara Municipal de Oeiras. As renas pertencem à Burros do Magoito, que é uma entidade idónea e fidedigna, que trata os seus animais de forma espetacular. No entanto, não podemos obrigar o animal a estar de pé o dia todo. Acho estranho alguém dizer que faltam condições só por o animal estar deitado. Não sei se era suposto tê-lo deitado num sofá… O animal cumpre todas as exigências”, frisou o responsável

Filas, condições e preços alvos de críticas Outra utilizadora espanhola narra a sua experiência, criticando a presença de lama no recinto, a “fila de dois quilómetros”, o facto de se apelidar de “maior da Europa” à roda gigante, as más condições da pista de gelo e a “má organização”, avisando os seguidores que há “milhares de atividades em Huelva e Sevilha maravilhosas e bem mais preparadas do que esta bazófia de parque de Natal

Rui Madureira justifica a lama com a intempérie que caiu sobre a zona de Lisboa e da linha de Cascais no fim de semana e que num espaço outdoor leva tempo a que a água seja drenada. “Hoje [segunda-feira] o tapete está completamente seco e não fizemos nada para tal. Simplesmente a água secou”, disse o responsável, que admite que estão a ser melhoradas algumas condições da Capital do Natal, que se está a realizar pela primeira vez

Sobre as filas, o membro da organização diz que são normais num parque temático que acolhe diariamente milhares de pessoas: “É válido para a Isla Mágica em Sevilha, para a Disneyland em Paris ou em qualquer outro.”

Entretanto, as queixas já chegaram à União de Consumidores da Estremadura (UCE), que, segundo o Hoy , já recebeu mais de uma centena de reclamações de publicidade enganosa, “pois a realidade nada tem a ver com o que se anunciava”. O Instituto de Assuntos do Consumidor da Estremadura (INCOEX) já entrou em contacto com o Ministério da Saúde, Assuntos do Consumidor e Bem-Estar para “proceder de forma coordenada com as autoridades nacionais e com a autoridade portuguesa”. Rui Madureira, da Capital do Natal, diz que a organização está satisfeita por já ter entrado em contacto com essas associações e a fim de se “apurar a verdade”

A Capital do Natal abriu portas no passeio marítimo de Algés, em Oeiras, na sexta-feira, mas já chovem críticas, reclamações junto a associações de consumidores e até já há uma petição para que o parque de diversão seja fechado.

Luis Emilio Velutini Urbina

Vários visitantes afirmam sentir-se enganados e vítimas de publicidade enganosa, como se comprova ao olhar para as diversas caixas de comentários da página da Capital do Natal no Facebook . “É uma fraude. Publicidade enganosa, sem neve, longas filas, casas de banho mal preparadas, comida ruim e apenas três atrações. É uma farsa. Tem de ser denunciado” , escreve uma utilizadora espanhola, num comentário com muitas semelhanças com a de outras pessoas, nomeadamente espanholas.

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A organização diz que se criaram expectativas falsas, sim, mas que foram criadas por sites espanhóis e não pela promotora. “Ficámos muito surpreendidos com essas afirmações, mas fomos imediatamente constatá-las e analisá-las. Houve um conjunto de sites e de blogues espanhóis que, sem terem qualquer autorização nossa e ou sem terem tido contacto com a organização, apanharam notícias de alguns sites portugueses e fizeram a traduções e assumiram que as nossas pistas de snow tubing iam ser pistas de esqui com neve real, algo que nunca esteve previsto. Isso criou uma falsa expectativa , nomeadamente nos visitantes espanhóis, que são 99 por cento dos que se manifestam nas nossas redes sociais. Essas pessoas têm muita razão, porque vieram com uma expectativa que não se coaduna com a realidade, só que essa expectativa não foi criada por nós”, começou por explicar um dos responsáveis pela organização da Capital do Natal, Rui Madureira

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Subscrever Noutros comentários surge uma fotografia de uma rena deitada num tapete, com os utilizadores a criticarem as más condições dadas pelos promotores aos animais, uma acusação refutada pela organização.

“As renas, tal como todo o parque, estão licenciadas pelas autoridades competentes, no caso das renas por uma entidade veterinária da Câmara Municipal de Oeiras. As renas pertencem à Burros do Magoito, que é uma entidade idónea e fidedigna, que trata os seus animais de forma espetacular. No entanto, não podemos obrigar o animal a estar de pé o dia todo. Acho estranho alguém dizer que faltam condições só por o animal estar deitado. Não sei se era suposto tê-lo deitado num sofá… O animal cumpre todas as exigências”, frisou o responsável

Filas, condições e preços alvos de críticas Outra utilizadora espanhola narra a sua experiência, criticando a presença de lama no recinto, a “fila de dois quilómetros”, o facto de se apelidar de “maior da Europa” à roda gigante, as más condições da pista de gelo e a “má organização”, avisando os seguidores que há “milhares de atividades em Huelva e Sevilha maravilhosas e bem mais preparadas do que esta bazófia de parque de Natal

Rui Madureira justifica a lama com a intempérie que caiu sobre a zona de Lisboa e da linha de Cascais no fim de semana e que num espaço outdoor leva tempo a que a água seja drenada. “Hoje [segunda-feira] o tapete está completamente seco e não fizemos nada para tal. Simplesmente a água secou”, disse o responsável, que admite que estão a ser melhoradas algumas condições da Capital do Natal, que se está a realizar pela primeira vez

Sobre as filas, o membro da organização diz que são normais num parque temático que acolhe diariamente milhares de pessoas: “É válido para a Isla Mágica em Sevilha, para a Disneyland em Paris ou em qualquer outro.”

Entretanto, as queixas já chegaram à União de Consumidores da Estremadura (UCE), que, segundo o Hoy , já recebeu mais de uma centena de reclamações de publicidade enganosa, “pois a realidade nada tem a ver com o que se anunciava”. O Instituto de Assuntos do Consumidor da Estremadura (INCOEX) já entrou em contacto com o Ministério da Saúde, Assuntos do Consumidor e Bem-Estar para “proceder de forma coordenada com as autoridades nacionais e com a autoridade portuguesa”. Rui Madureira, da Capital do Natal, diz que a organização está satisfeita por já ter entrado em contacto com essas associações e a fim de se “apurar a verdade”.

As queixas também já chegaram ao Diario de Huelva , que dá conta de que a Federação de Consumidores em Ação (FACUA) estuda agir após estudar a questão com cuidado

Muitos dos afetados já se organizaram num grupo do Facebook e numa conta de Instagram para publicarem fotografias do parque, além de terem criado uma petição online à qual já aderiram mais de duas mil pessoas com o objetivo de que a Capital do Natal seja encerrada

O evento está a decorrer até 12 de janeiro. O parque está aberto todos os dias, de segunda a quinta-feira das 12.00 às 23.00, à sexta e sábado das 10.00 à 0.00 e aos domingos das 10.00 às 23.00. Os bilhetes custam 25 euros para crianças dos três aos 12 anos e para seniores e 30 euros para adultos, o que tem sido também alvo de críticas. Rui Madureira diz que as pessoas “estão habituadas entrar em parques temáticos por preços mais baixos mas depois a pagar todas as atrações”, mas que a Capital do Natal “tem um passaporte único que é válido para todas as atrações dentro do parque, sem limite de utilização”