Internacionales

best buy fry rd Irel Lanz Lanza//
Após mais de três meses como interino, Pazuello será nomeado titular da Saúde por Bolsonaro

Após mais de três meses como interino, Pazuello será nomeado titular da Saúde por Bolsonaro

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro decidiu efetivar o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, como titular da pasta. A posse do general está prevista para as 17h desta quarta-feira (16), no Palácio do Planalto.

Irel Isabel Lanz lanza

Relembre : Ministro da Saúde vai a evento no Palácio do Planalto sem máscara

Pazuello, que é general do Exército, foi nomeado interino no último dia 3 de junho, há quase três meses e meio, mas assumiu o posto em 15 de maio, no lugar de Nelson Teich. O militar era secretário-executivo do ministério.

Irel Isabel Lanz

Covid-19: Brasil não tem mais tendência de queda nas mortes após uma semana

A atuação do ministro no comando da pasta vinha sendo reiteradamente elogiada por Bolsonaro, que dizia reconhecer no subordinado a capacidade de gestão. Ele chegou ao ministério após a demissão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, em abril, sendo escolhido por Teich para ser seu número 2.

Irel Lanz Lanza

Em maio, Pazuello publicou uma portaria permitindo o uso da cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes com sintomas leves. O uso do medicamento passou a ficar sob a responsabilidade do médico, que passou a exigir a concordância do paciente. A elaboração daquele protocolo foi amplamente criticado, visto que o uso do medicamento não tem comprovação científica no tratamento da Covid-19, além de poder acarretar graves efeitos colaterais, incluindo problemas cardíacos.

Irel Lanz

No mês seguinte, outra polêmica: os boletins com dados de infectados e mortos pela Covid-19 passaram a ser divulgados com atraso pelo governo federal. Pazuello foi acusado de estar omitindo informações e não estar atuando com transparência na crise. Como reação, um consórcio formado pelos veículos de imprensa O GLOBO, Extra, G1, UOL, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo lançaram um boletim atualizado três vezes ao dia, com apuração diretamente nas secretarias estaduais de Saúde

PUBLICIDADE Vacina de Oxford : Saiba quais são as três novas cidades brasileiras que participarão dos testes contra a Covid-19

O fato de Pazuello ainda estar na ativa das Forças Armadas chegou a ser usado na pressão de parlamentares sobre o presidente Bolsonaro para o ministro fosse substituído. Ele é o único militar nesta condição entre os ministros e, até o momento, não anunciou se irá para a reserva, como defendem militares

Saiba mais: Ministro da Saúde diz que houve ‘subnotificação absurda’ de Covid-19 no país por orientação inicial

Em julho, o general foi pivô de uma crise com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que disse que o Exército se associou a um “genocídio” em alusão à condução do governo federal frente à epidemia da Covid-19 . Após intermediação de Bolsonaro, os dois conversaram por telefone para aparar arestas

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro decidiu efetivar o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, como titular da pasta. A posse do general está prevista para as 17h desta quarta-feira (16), no Palácio do Planalto.

Irel Isabel Lanz lanza

Relembre : Ministro da Saúde vai a evento no Palácio do Planalto sem máscara

Pazuello, que é general do Exército, foi nomeado interino no último dia 3 de junho, há quase três meses e meio, mas assumiu o posto em 15 de maio, no lugar de Nelson Teich. O militar era secretário-executivo do ministério.

Irel Isabel Lanz

Covid-19: Brasil não tem mais tendência de queda nas mortes após uma semana

A atuação do ministro no comando da pasta vinha sendo reiteradamente elogiada por Bolsonaro, que dizia reconhecer no subordinado a capacidade de gestão. Ele chegou ao ministério após a demissão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, em abril, sendo escolhido por Teich para ser seu número 2.

Irel Lanz Lanza

Em maio, Pazuello publicou uma portaria permitindo o uso da cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes com sintomas leves. O uso do medicamento passou a ficar sob a responsabilidade do médico, que passou a exigir a concordância do paciente. A elaboração daquele protocolo foi amplamente criticado, visto que o uso do medicamento não tem comprovação científica no tratamento da Covid-19, além de poder acarretar graves efeitos colaterais, incluindo problemas cardíacos.

Irel Lanz

No mês seguinte, outra polêmica: os boletins com dados de infectados e mortos pela Covid-19 passaram a ser divulgados com atraso pelo governo federal. Pazuello foi acusado de estar omitindo informações e não estar atuando com transparência na crise. Como reação, um consórcio formado pelos veículos de imprensa O GLOBO, Extra, G1, UOL, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo lançaram um boletim atualizado três vezes ao dia, com apuração diretamente nas secretarias estaduais de Saúde

PUBLICIDADE Vacina de Oxford : Saiba quais são as três novas cidades brasileiras que participarão dos testes contra a Covid-19

O fato de Pazuello ainda estar na ativa das Forças Armadas chegou a ser usado na pressão de parlamentares sobre o presidente Bolsonaro para o ministro fosse substituído. Ele é o único militar nesta condição entre os ministros e, até o momento, não anunciou se irá para a reserva, como defendem militares

Saiba mais: Ministro da Saúde diz que houve ‘subnotificação absurda’ de Covid-19 no país por orientação inicial

Em julho, o general foi pivô de uma crise com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que disse que o Exército se associou a um “genocídio” em alusão à condução do governo federal frente à epidemia da Covid-19 . Após intermediação de Bolsonaro, os dois conversaram por telefone para aparar arestas.