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Se custou sair? Custou. Mas não por falta de vontade

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O melhor na política é esta capacidade de não parar de nos surpreender entre mil malabarismos e coelhos a saltar da cartola quando menos se espera.

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Assim, depois de dois dias de intenso debate, não vencida, Theresa May decide encostar o Parlamento às cordas num terceiro, e derradeiro, voto esta quinta-feira à noite : ou o Parlamento concorda com o seu acordo (o qual terá de ser votado até quarta-feira, novamente, e depois de duas rejeições) e assim prolonga o prazo de saída até Junho, ou o Parlamento não concorda em aprovar o seu acordo e o prazo de saída pode ser prolongado por dois anos, mais as respectivas imposições de Bruxelas (desde mais dinheiro para o Orçamento Europeu até à exigência de um segundo referendo)

Resposta do Parlamento: não à segunda proposta hoje, não à primeira proposta para a semana. Outra vez não, não à permanência, não ao acordo, não ao não acordo, não ao prolongamento do prazo, não ao segundo referendo, não. Em desespero, é caso para dizer, se vocês não querem nada, então ” What the f… do you want? “

Como é que os portugueses no Reino Unido estão a viver o “Brexit”? Queremos saber como é estar hoje no Reino Unido. O “Brexit” preocupa-te? Estás a mudar algo na tua vida? Já fotografaste palavras de ordem nas ruas? Partilha connosco a tua opinião, através de textos, pequenas impressões, fotografias ou vídeos.

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Conclusão, a 29 de Março, e cumprindo os preceitos democráticos de um referendo com quase dois anos, estou certo que o Reino Unido vai sair da União Europeia sem acordo. Vejamos, por conseguinte e daqui em diante, as coisas do ponto de vista de quem por aqui mora. Porque neste momento a opinião pública é uma: a maioria não votou por um acordo, votou para sair. A fronteira com a Irlanda? Não existe. Não vai existir. Não pode existir. E Bruxelas não manda aqui! Porque a paz entre dois povos vale mais do que a economia. Porque 30 anos de violência e morte valem mais do que a economia. 

E o problema é esse mesmo, a imposição das vontades e quereres de Bruxelas sobre 500 milhões de almas, sem que as mesmas tenham, literalmente, voto na matéria. Um exemplo: aquando da crise na Grécia, e dependendo da vontade de Bruxelas, até o Parténon teriam vendido, desmantelado, espoliado (ainda mais), e isto não foi apenas a invasão de um país, foi a Europa no seu pior, a invasão económica de uma nação sem ser preciso disparar um tiro. Bastam os bancos. 

E por falar em tiros, esta é a mesma Europa que sugeriu disparar sobre os refugiados do Norte de África como solução para uma crise desencadeada pela Europa e restante mundo ocidental. Princípios humanitários, zero!

Porque neste momento a opinião pública é uma: a maioria não votou por um acordo, votou para sair. A fronteira com a Irlanda? Não existe. Não vai existir. Não pode existir. E Bruxelas não manda aqui! Porque a paz entre dois povos vale mais do que a economia. Porque 30 anos de violência e morte valem mais do que a economia.” Partilhar citação Partilhar no Facebook Partilhar no Twitter Porque é que o Reino Unido pode sair da União Europeia? Porque pode. Por ter tido a inteligência de não aderir à moeda única. Porque votou para sair contra a vontade dos seus próprios governantes, contra o fecho de minas, fábricas e indústrias, contra a promoção da imigração massiva e consequente redução salarial, contra os empregos precários em part time , em no time e quando o patronato quiser, contra o despovoamento de cidades e regiões inteiras e a emigração dos seus concidadãos

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Subscrever × São os tempos modernos, justifica Bruxelas, mas só para alguns, só para os filhos dos outros, dos que não podem ser deputados do Parlamento Europeu. Dessem este voto a outros tantos países e o resultado não seria diferente. Os britânicos? Já estão fartos de ouvir falar do “Brexit”. 

Ler mais Não te ouvem? Usa o nosso Megafone E o dia 30 de Março vai continuar a existir no calendário. A Terra é redonda, não é plana, e o Reino Unido não vai cair no espaço infinito, perdido para sempre. Dependendo de quem por aqui anda, o Reino Unido já teria saído há muito. Por isso, mal posso esperar. Por não haver preço nenhum a pagar, os mercados precisam tanto do Reino Unido como o Reino Unido precisa dos mercados. Porque, se os britânicos já têm fama de levar a sua avante, sair desta Europa vai ser apenas mais um exemplo. E no fim será Bruxelas a ceder. Em nome da União. 

Mais populares A carregar… Se custou sair? Custou. Mas não por falta de vontade. Porque a Europa não deixou. Mais uma vez. Só por isto, vale a pena sair