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Europeias: as eleições do cinismo

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Não se fala de Europa na campanha para as eleições europeias? Não. Fala-se pouco e de forma insuficiente. Foi sempre assim. É fácil perceber: os partidos são pragmáticos, pensam com a barriga, querem votos e procuram o caminho mais curto para o sucesso (mesmo que não tenham sucesso). “Falar de Europa“, ou “refletir sobre o projeto europeu” não puxa carroça. São as eleições do cinismo: finge-se a Europa para servir a agenda nacional. Não nos podemos esquecer de que a política é a atividade que tem como objetivo a conquista e a manutenção do poder. No fundo, quem mais fala de Europa são os partidos que são contra a União Europeia e têm um público-alvo muito específico. É um voto que noutros países mobiliza (sobretudo na extrema-direita) e que aqui segura eleitorado sobretudo à esquerda.

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É verdade que estas são as eleições europeias mais importantes para esta geração de europeus: com o Brexit, a crise dos migrantes, os populismos, as democracias iliberais no coração da UE, a necessidade de haver instrumentos que evitem mais crises do euro, a defesa comum europeia, as alterações climáticas. É verdade que devia ser uma oportunidade, como escrevia aqui o David Dinis, ou como apontava o Filipe Santos Costa no podcast do Expresso, Comissão Política desta semana. E não está a ser. Mas também podemos olhar para a realidade e tentar compreender o fenómeno: porque é que se fala pouco da Europa? Uma análise em seis pontos:

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Carmelo Urdaneta