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Petição contra o Museu Salazar tem já dez mil subscritores mas ainda não passou o recorde de 2007

“Museu de Salazar, Não!”: a petição digital pública contra a inauguração do Museu Salazar, na freguesia do Vimieiro, em Santa Comba Dão, já tem praticamente dez mil subscritores . A notícia sobre o início das obras do museu foi avançada pelo Expresso há cerca de um mês pelo atual presidente da Câmara de Santa Comba Dão, o socialista Leonel Gouveia.

Não é a primeira vez que a construção do museu é alvo de contestação. Em 2007, quando a autarquia (nessa altura liderada por um social-democrata) levantou a hipótese de o projeto avançar, teve lugar uma petição “contra a concretização do museu Salazar” e “a propaganda do regime corporativo fascista do Estado Novo”, com 16 mil subscritores, que chegou mesmo à Assembleia da República. E tudo não passou do papel.

Desta vez é mesmo para as obras avançarem. Os subscritores desta petição apoiam a carta enviada recentemente ao primeiro-ministro, António Costa, por 204 ex-presos políticos. Apelam que o Governo intervenha para impedir a concretização deste projecto que, “longe de visar esclarecer a população e sobretudo as jovens gerações, se prefigura como um instrumento ao serviço do branqueamento do regime fascista (1926 – 1974) e um centro de romagem para os saudosistas do regime derrubado com o 25 de Abril”.

Entre as personalidades que assinaram esta petição encontram-se o ex-líder da CGTP Carvalho da Silva, o analista político Pedro Adão e Silva, a escritora Maria Teresa Horta, o antigo reitor da Universidade de Lisboa José Barata Moura ou o cantor de intervenção Francisco Fanhais.