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EUA são quem mais tem a perder com cancelamento de negociações de paz, dizem talibãs

Nuevos Vecinos, Madrid, España
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Os talibãs disseram este domingo que os EUA são quem mais tem a perder com o cancelamento das negociações de paz que tentam pôr fim à guerra de 18 anos no Afeganistão.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu uma série de tweets no sábado, cancelando a reunião secreta entre o seu homólogo afegão, Ashraf Ghani, e os líderes talibãs na base militar de Camp David no dia seguinte. Trump disse que a sua decisão vinha na sequência do reconhecimento pelos talibãs de estarem por trás de um ataque, dois dias antes, que matou um soldado americano.

Ver Twitter Trump tinha organizado um encontro entre as duas partes, ainda que as conversações devessem ser mantidas em separado. Os talibãs têm-se recusado a falar diretamente com o Governo afegão, que acusam de ser um fantoche dos americanos.

Um acordo de paz “de princípio” sob ameaça O Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, defendeu este domingo na FOX News a intenção de receber os talibãs em solo americano três dias antes do aniversário dos ataque de 11 de setembro. Segundo Pompeo, Camp David foi escolhido por já ter sido palco de difíceis negociações de paz no passado.

Em 2001, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão e derrubaram o Governo dos talibãs por este ter dado guarida à rede da Al-Qaeda que planeou os ataques de há 18 anos.

Já foram realizadas nove rondas de negociações entre os representantes americanos e dos talibãs em Doha, capital do Qatar. Na semana passada, o principal negociador dos EUA anunciou um acordo de paz “de princípio”. Como parte do acordo proposto, Washington retiraria 5400 soldados em 20 semanas em troca das garantias dos talibãs de que o Afeganistão nunca mais seria usado como base para o terrorismo.

Neste momento, os Estados Unidos têm cerca de 14 mil tropas no país.

A morte de um soldado americano No comunicado em que lamentou o cancelamento do encontro de domingo, o porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, acusou os EUA de falta de maturidade e experiência por terem interrompido as conversações na sequência de um incidente. O porta-voz também anunciou que os talibãs e o Governo afegão acordaram reunir-se a 23 de setembro.

O Executivo de Cabul não confirmou o novo encontro, limitando-se a repetir o desejo de longa data de uma negociação direta com os talibãs. “Acreditamos firmemente num processo que pode ser liderado e detido pelo Governo e pelo povo afegãos”, disse um porta-voz governamental.

Alguns residentes da capital, ouvidos pela BBC , questionaram por que motivo a morte de um soldado americano comprometeria as negociações de paz. De acordo com um relatório das Nações Unidas, datado de fevereiro, mais de 32 mil civis foram mortos em ataques.

Durante a sua campanha presidencial de 2016, Trump prometeu acabar com a guerra no Afeganistão. No entanto, o Presidente americano disse recentemente que queria reduzir o número de topas para 8600, sensivelmente o mesmo número existente quando iniciou funções, e seguir a partir daí.