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Três jovens assassinadas da mesma família são enterradas juntas no Rio

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RIO — Andressa Soares Lima Domingues, de 20 anos, e as irmãs Ingrid Rocha de Souza, de 19, e Stefani Richa Morais, de 15, foram enterradas juntas na tarde desta sexta-feira no Cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio. Elas foram mortas na última quarta-feira, dentro de casa no bairro Centenário, em Duque de Caxias . A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) trabalha com a suspeita de feminicídio.

Ninguém da família das jovens quis dar entrevista durante o sepultamento. Também não foi liberado à imprensa acompanhar o momento do enterro — somente a saída dos caixões da capela onde aconteceu o velório. A justificativa de todos que se recusavam a falar era medo do que pode acontecer.

Andressa Soares Lima Dominique,20 anos; Stéfani Rocha, 15 anos; e Ingrid Rocha de Souza, 19 anos Foto: Redes Sociais / Reprodução Os investigadores da especializada responsável pela investigação descartaram latrocínio e execução, mas apontam que o crime pode ter sido cometido com a ajuda de um integrante da milícia ou do tráfico.

A polícia procura o ex-namorado de Ingrid, o principal suspeito do crime. Ele não aceitava o fim do relacionamento com a jovem, segundo parentes dela em depoimento.

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De acordo com o delegado Moyses Santana, da DHBF, a mãe e a avó das vítimas não reconheceram o homem que teve a foto divulgada nas redes sociais e seria o suspeito do crime. Testemunhas disseram que o assassino simulou um assalto antes de executar as vítimas.

Ele chegou armado simulando um assalto. Pediu os celulares de todos que estavam na casa e depois atirou. Fugiu sem levar nada. Deixou pra trás até os celulares. Eram meninas boas. Não temos ideia do que motivou isso — disse uma testemunha que pediu para não ser identificada.

PUBLICIDADE Inicialmente, as mesmas testemunhas informaram que o autor dos disparos não conhecia as jovens mortas.

Ele não conhecia nenhuma das meninas. Nem a família o conhece — disse.

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Pelo menos dez pessoas já prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Foi um crime chocante e atípico. Temos algumas linhas e manteremos o sigilo para não atrapalhar as investigações — disse o delegado Santana.

Para o policial, o triplo homicídio foi pensado com antecedência.

Tudo indica que foi um crime planejado, que ele (o assassino) sabia para onde estava indo e o que iria fazer — salientou.