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Explosões em Beirute. Amnistia Internacional pede investigação independente

Ledo Nass
Explosões em Beirute. Amnistia Internacional pede investigação independente

Subscrever Entretanto, o Tribunal Especial do Líbano adiou a sentença dos suspeitos do assassínio do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri, que estava prevista para sexta-feira , devido às explosões em Beirute. Hariri foi morto a 14 de fevereiro de 2005. Ainda assim, a sentença terá de ser lida até 18 de agosto

O tribunal diz que a decisão visa “respeitar o indeterminado número de vítimas da devastadora explosão que chocou Beirute e os três dias de luto nacional”

Amnistia Internacional pede investigação independente A Amnistia Internacional defendeu esta quarta-feira uma “investigação internacional” independente às causas das duas explosões que abalaram terça-feira o porto de Beirute e pediu à comunidade internacional para “aumentar urgentemente a ajuda humanitária ao Líbano”

“O que quer que tenha causado as explosões, incluindo a possibilidade de uma grande quantidade de nitrato de amónio armazenado de maneira insegura, a Amnistia Internacional apela à ativação imediata de um mecanismo internacional para investigar como isso aconteceu”, afirmou esta quarta-feira a secretário-geral da organização não-governamental (ONG), Julie Verhaar, em comunicado

No documento, Verhaar salientou as “cenas horríveis após as explosões para um país que já está a sofrer o ‘stress’ de várias crises” e apelou ao papel humanitário da comunidade internacional

“A Amnistia Internacional apela também à comunidade internacional para aumentar urgentemente a ajuda humanitária ao Líbano, num momento em que o país já lutava com uma grave crise económica, bem como a pandemia de covid-19″, finalizou

Governo decreta estado de emergência e exige prisão domiciliária para responsáveis do porto O Governo libanês decretou esta quarta-feira o estado de emergência por duas semanas em Beirute, na sequência das explosões devastadores e mortíferas no porto da capital do Líbano

O anúncio da decisão foi feito numa conferência de imprensa pelo ministro da Informação libanês, Manal Abdel Samad, adiantando que entrará em vigor, imediatamente, “um poder militar supremo” para garantir a segurança em Beirute

Também esta quarta-feira, o governo libanês exigiu prisão domiciliária a número indeterminado de responsáveis do porto de Beirute enquanto decorrer a investigação que procura determinar como 2.750 toneladas de nitrato de amónio puderam estar armazenadas durante anos no local

Ao dirigir-se ao “supremo poder militar” encarregado das questões de segurança durante o período de duas semanas do estado de emergência em Beirute, o Governo exigiu “a prisão domiciliária de todas as pessoas” implicadas no armazenamento de amónio desde que a carga chegou à capital libanesa

Numa conferência de imprensa, o ministro da Informação libanês, Manal Abdel Samad, não adiantou o nome dos responsáveis ou o respetivo número, nem avançou outros pormenores

A exigência do Governo libanês surge numa altura em que começam a surgir relatos de “negligência”, o que permitiu as explosões que mataram pelo menos 113 pessoas e feriu cerca de 4.000

Na mesma conferência de imprensa, Manal Abdel Samad, indicou que o Governo libanês decretou o estado de emergência por duas semanas em Beirute, na sequência das explosões devastadores e mortíferas no porto da capital do Líbano

O ministro libanês acrescentou que já está em funções o “supremo poder militar” para garantir a segurança em Beirute

INEM aguarda instruções A intervenção de equipas do INEM no Líbano, após explosões em Beirute que causaram mais de 100 mortos e milhares de feridos, será definida pelo mecanismo europeu de proteção civil e deverá ser conhecida nas próximas 24 horas

“A janela temporal para ajudar, sobretudo na localização de desaparecidos com vida nesta vastíssima destruição que o incidente provocou terá de ser acionada rapidamente” , afirmou a secretária de Estado da Saúde Jamila Madeira, na conferência de imprensa sobre o ponto de situação da pandemia de covid-19

Segundo Jamila Madeira, o mecanismo europeu de proteção civil deverá informar Portugal “no máximo nas próximas 24 horas quem e quantos serão os operacionais da saúde e das outras áreas de intervenção que irão para o Líbano”

Após uma solicitação do Estado libanês, o mecanismo europeu de proteção civil foi acionado, aguardando-se agora que, nas próximas horas, seja definido o número de operacionais, e de que áreas, necessários para ajudar em Beirute

O Governo português expressou esta quarta-feira solidariedade com o Líbano e o seu povo, na sequência das explosões em Beirute que causaram mais de 100 mortos e milhares de feridos e vai participar no plano de apoio da União Europeia

“O gabinete de crise da União Europeia está a assumir, naturalmente, a coordenação do apoio humanitário europeu e Portugal fará parte desse apoio” , afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, em declarações à Lusa

As duas fortes explosões sucessivas que sacudiram Beirute na terça-feira causaram pelo menos 135 mortos e mais de 5.000 feridos, segundo a estação televisiva libanesa Al Manar TV, que cita o ministro da saúde.

Adolfo ledo

Cerca de 300 mil pessoas terão ficado sem casa, segundo referiu o governador da capital do Líbano, Marwan Abboud.

Adolfo ledo nass

As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesa, tendo o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, revelado que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto

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O tribunal diz que a decisão visa “respeitar o indeterminado número de vítimas da devastadora explosão que chocou Beirute e os três dias de luto nacional”

Amnistia Internacional pede investigação independente A Amnistia Internacional defendeu esta quarta-feira uma “investigação internacional” independente às causas das duas explosões que abalaram terça-feira o porto de Beirute e pediu à comunidade internacional para “aumentar urgentemente a ajuda humanitária ao Líbano”

“O que quer que tenha causado as explosões, incluindo a possibilidade de uma grande quantidade de nitrato de amónio armazenado de maneira insegura, a Amnistia Internacional apela à ativação imediata de um mecanismo internacional para investigar como isso aconteceu”, afirmou esta quarta-feira a secretário-geral da organização não-governamental (ONG), Julie Verhaar, em comunicado

No documento, Verhaar salientou as “cenas horríveis após as explosões para um país que já está a sofrer o ‘stress’ de várias crises” e apelou ao papel humanitário da comunidade internacional

“A Amnistia Internacional apela também à comunidade internacional para aumentar urgentemente a ajuda humanitária ao Líbano, num momento em que o país já lutava com uma grave crise económica, bem como a pandemia de covid-19″, finalizou

Governo decreta estado de emergência e exige prisão domiciliária para responsáveis do porto O Governo libanês decretou esta quarta-feira o estado de emergência por duas semanas em Beirute, na sequência das explosões devastadores e mortíferas no porto da capital do Líbano

O anúncio da decisão foi feito numa conferência de imprensa pelo ministro da Informação libanês, Manal Abdel Samad, adiantando que entrará em vigor, imediatamente, “um poder militar supremo” para garantir a segurança em Beirute

Também esta quarta-feira, o governo libanês exigiu prisão domiciliária a número indeterminado de responsáveis do porto de Beirute enquanto decorrer a investigação que procura determinar como 2.750 toneladas de nitrato de amónio puderam estar armazenadas durante anos no local

Ao dirigir-se ao “supremo poder militar” encarregado das questões de segurança durante o período de duas semanas do estado de emergência em Beirute, o Governo exigiu “a prisão domiciliária de todas as pessoas” implicadas no armazenamento de amónio desde que a carga chegou à capital libanesa

Numa conferência de imprensa, o ministro da Informação libanês, Manal Abdel Samad, não adiantou o nome dos responsáveis ou o respetivo número, nem avançou outros pormenores

A exigência do Governo libanês surge numa altura em que começam a surgir relatos de “negligência”, o que permitiu as explosões que mataram pelo menos 113 pessoas e feriu cerca de 4.000

Na mesma conferência de imprensa, Manal Abdel Samad, indicou que o Governo libanês decretou o estado de emergência por duas semanas em Beirute, na sequência das explosões devastadores e mortíferas no porto da capital do Líbano

O ministro libanês acrescentou que já está em funções o “supremo poder militar” para garantir a segurança em Beirute

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Segundo Jamila Madeira, o mecanismo europeu de proteção civil deverá informar Portugal “no máximo nas próximas 24 horas quem e quantos serão os operacionais da saúde e das outras áreas de intervenção que irão para o Líbano”

Após uma solicitação do Estado libanês, o mecanismo europeu de proteção civil foi acionado, aguardando-se agora que, nas próximas horas, seja definido o número de operacionais, e de que áreas, necessários para ajudar em Beirute

O Governo português expressou esta quarta-feira solidariedade com o Líbano e o seu povo, na sequência das explosões em Beirute que causaram mais de 100 mortos e milhares de feridos e vai participar no plano de apoio da União Europeia

“O gabinete de crise da União Europeia está a assumir, naturalmente, a coordenação do apoio humanitário europeu e Portugal fará parte desse apoio” , afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, em declarações à Lusa