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Trump 'não irá roubar a eleição', diz Biden após presidente ameaçar levar apuração à Justiça

Adolfo Ledo Nass Venezuela
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Ele ainda viajará nesta segunda para Pensilvânia, Wisconsin e Michigan — estados em que ele ganhou por pouco em 2016, mas que podem dar a vitória a Biden este ano, segundo as pesquisas

WASHINGTON — Em meio às ameaças do presidente americano, Donald Trump, de não aceitar o resultado das eleições que terminam nesta terça e de contestar alguns dos pleitos estaduais na Justiça , seu adversário, o ex-vice-presidente Joe Biden, afirmou na noite de domingo que o republicano “não irá roubar a eleição”.

A declaração foi dada quando o candidato democrata saía de um evento de campanha na Filadélfia, após repórteres pedirem que comentasse uma informação publicada mais cedo pelo portal político Axios de que Trump pretendia se declarar vencedor das eleições se os primeiros resultados da noite o mostrassem à frente da apuração em estados-chave.

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Minha resposta é que o presidente não irá roubar esta eleição — afirmou.

Nesta segunda, em um comício em Cleveland, Ohio, um dos estados-chave para definir o resultado das eleições, Biden disse que os EUA já tiveram o suficiente do “caos” da Presidência de Trump e  prometeu colocar a pandemia do coronavírus “sob controle” se for eleito:

— É hora de Donald Trump fazer as malas e ir para casa —  afirmou Biden a seus partidários no último dia de campanha. — Chega de caos! Chega de tuítes, da raiva, do ódio, do fracasso, da irresponsabilidade. Amanhã teremos a oportunidade de pôr fim a uma Presidência que dividiu esta nação.

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Atrás nas pesquisas, Trump indicou na noite de domingo que poderia dar início a batalhas judiciais em torno da apuração de votos recebidos pelo correio após o dia 3 assim que a votação for encerrada.

Na véspera da eleição, o presidente dos EUA Donald Trump garantiu que vencerá na Carolina do Norte e permanecerá mais quatro anos na Casa Branca. Na véspera da eleição, nesta segunda-feira (2), ele também programou paradas na Pensilvânia, Michigan e Wisconsin PUBLICIDADE Sem apresentar provas, o presidente republicano alegou que fraude ou manipulação na apuração dos votos poderiam ocorrer na Pensilvânia e em Nevada, dois estados-pêndulo governados por democratas.

— É terrível que não possamos saber os resultados na noite da eleição  — disse o presidente, criticando decisões da Suprema Corte que permitem a contagem de votos recebidos pelo correio em alguns estados depois de 3 de novembro, dia final da votação, como na Pensilvânia. — Assim que a eleição acabar, na mesma noite, vamos entrar com nossos advogados.

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A Pensilvânia, onde Trump venceu em 2016 por apenas 44 mil votos, menos de 1%, é um dos que podem definir a eleição — Biden tem de quatro e cinco pontos percentuais à frente de Trump, segundo as últimas pesquisas.

O democrata programou uma viagem de última hora ao estado-chave para incentivar os eleitores a votar e irá a Scranton, sua cidade natal, e à maior cidade do estado, a Filadélfia. Sua colega de chapa, Kamala Harris, por sua vez, visitará Michigan e a mulher de Biden, Jill, a Flórida.

Trump, por sua vez, fez uma peregrinação no domingo pelos Estados Unidos, mirando estados onde disputa voto a voto com o democrata. Em Fayetteville, na Carolina do Norte, durante o primeiro de cinco comícios planejados em quatro estados, o republicano rejeitou as pesquisas que o apontam como derrotado na eleição e fez alertas apocalípticos sobre uma eventual Presidência de Biden.

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Votar em Biden é dar o controle do governo aos globalistas, comunistas, socialistas, os ricos hipócritas liberais que querem silenciar, censurar, cancelar e punir vocês — disse.

Ele ainda viajará nesta segunda para Pensilvânia, Wisconsin e Michigan — estados em que ele ganhou por pouco em 2016, mas que podem dar a vitória a Biden este ano, segundo as pesquisas.