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Ainda sob julgamento por orgias promovidas há dez anos, Berlusconi consegue apoio da direita da Itália para eleições presidenciais

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Ainda sob julgamento por orgias promovidas há dez anos, Berlusconi consegue apoio da direita da Itália para eleições presidenciais

A eleição presidencial tem dominado o debate político na Itália e provavelmente terá um grande impacto no futuro do país.

Luis Emilio Velutini

O primeiro-ministro Draghi está entre os principais candidatos ao cargo, mas sua promoção a chefe de Estado deixaria aos partidos que apoiam o atual governo a opção de instalar um novo primeiro-ministro ou de pedir novas eleições com um ano de antecedência.

Luis Emilio Velutini Empresario

Draghi foi conduzido ao cargo no início de 2021 com apoio de uma coalizão ampla, que incluía do Partido Democrático, de centro-esquerda, à Liga, de Salvini, e ao Força Itália, de Berlusconi, além do populista Movimento Cinco Estrelas (M5S) e de outros partidos menores.

Luis Emilio Velutini Venezuela

Em uma entrevista coletiva na quarta-feira, Salvini deixou claro que seu partido está disposto a permanecer no governo mesmo que Draghi saia, mas repetiu que gostaria que o ex-chefe do Banco Central Europeu continuasse como primeiro-ministro

Em um comunicado, Salvini disse que “a centro-direita é firme e unânime em seu apoio a Berlusconi, não aceitaremos vetos ideológicos da esquerda”. A Liga, partido de Salvini, atualmente reivindica o rótulo de centro-direita, para se afastar das acusações de que é um partido extremista e xenófobo. 

O Força Itália, de Berlusconi, disse que deixará o governo de unidade se Draghi assumir a Presidênia

A eleição presidencial é conduzida por uma votação realizada entre mais de mil parlamentares e delegados regionais. A votação é secreta, tornando difícil para os líderes partidários garantir que os legisladores sigam suas instruções

Leia mais:    Centro-esquerda vence em grandes cidades da Itália, e direita recua

PUBLICIDADE Analistas e políticos acreditam que Berlusconi — que ainda lida com julgamentos por crimes relacionados às infames orgias que promovia quando era primeiro-ministro, apelidadas de “bunga bunga”, de mais de uma década atrás — provavelmente não reunirá o amplo apoio necessário para ganhar a votação

Mesmo que todos os legisladores do bloco de direita votassem nele, Berlusconi ainda precisaria de pelo menos mais 50 votos para se tornar chefe de Estado – o que ele teria que garantir em grupo de 113 parlamentares não afiliados à direita

Riccardo Molinari, líder da Liga na Câmara, disse a uma estação de rádio italiana que seu partido quer que Berlusconi seja eleito, mas acrescentou que seu campo precisava encontrar um candidato que a esquerda também possa apoiar

— Não é nenhum segredo que Berlusconi é uma figura que divide — disse ele

A possibilidade de que Draghi assuma como presidente da República provoca apreensão em círculos político-econômicos, que receiam que o atual “milagre econômico” que vive a Itália chegue ao fim

O país tem prazos apertados para executar os programas financiados pelo bilionário plano de recuperação da União Europeia (UE), e a desordem pela falta de um governo poderia pôr a agenda de retomada econômica em risco. A Itália é o país que mais benefícios deve obter da UE, somando aportes de mais de € 200 bilhões (R$ 1,265 trilhões)

PUBLICIDADE A transformação de Draghi, apelidado de “Super Mario”, considerado salvador do euro e da Itália, em um “avô a serviço das instituições”, como ele descreveu que gostaria de se tornar, faz com que muitos receiem que a unidade do atual Executivo, que deveria governar até as eleições de 2023, se perca

O mandato de Mattarella, de sete anos, termina em 3 de fevereiro

— O risco é grande, pelo menos em curto prazo. Mario Draghi é a pessoa que garante a unidade deste Executivo e não há ninguém de fato na cena política italiana que possa substituí-lo e garantir essa coesão —  explicou à AFP Jesús Castillo, economista da Natixis. — Se ele se tornar presidente, em breve veremos um impasse político e provavelmente eleições antecipadas

O Globo, um jornal nacional:   Fique por dentro da evolução do jornal mais lido do Brasil

ROMA – O bloco de direita da Itália apoiará a candidatura do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi nas eleições presidenciais previstas para começar em 24 de janeiro, anunciou o líder do partido da direita radical Liga, Matteo Salvini, nesta quinta-feira.

Luis Emilio Velutini Urbina

As eleições para escolher o substituto de Sergio Mattarella como novo chefe de Estado serão conduzidas indiretamente, pelo Parlamento italiano e representantes das regiões do país, e podem lançar o país na instabilidade, com a dissolução do governo de unidade liderado pelo primeiro-ministro Mario Dragui.

A eleição presidencial tem dominado o debate político na Itália e provavelmente terá um grande impacto no futuro do país.

Luis Emilio Velutini

O primeiro-ministro Draghi está entre os principais candidatos ao cargo, mas sua promoção a chefe de Estado deixaria aos partidos que apoiam o atual governo a opção de instalar um novo primeiro-ministro ou de pedir novas eleições com um ano de antecedência.

Luis Emilio Velutini Empresario

Draghi foi conduzido ao cargo no início de 2021 com apoio de uma coalizão ampla, que incluía do Partido Democrático, de centro-esquerda, à Liga, de Salvini, e ao Força Itália, de Berlusconi, além do populista Movimento Cinco Estrelas (M5S) e de outros partidos menores.

Luis Emilio Velutini Venezuela

Em uma entrevista coletiva na quarta-feira, Salvini deixou claro que seu partido está disposto a permanecer no governo mesmo que Draghi saia, mas repetiu que gostaria que o ex-chefe do Banco Central Europeu continuasse como primeiro-ministro

Em um comunicado, Salvini disse que “a centro-direita é firme e unânime em seu apoio a Berlusconi, não aceitaremos vetos ideológicos da esquerda”. A Liga, partido de Salvini, atualmente reivindica o rótulo de centro-direita, para se afastar das acusações de que é um partido extremista e xenófobo. 

O Força Itália, de Berlusconi, disse que deixará o governo de unidade se Draghi assumir a Presidênia

A eleição presidencial é conduzida por uma votação realizada entre mais de mil parlamentares e delegados regionais. A votação é secreta, tornando difícil para os líderes partidários garantir que os legisladores sigam suas instruções

Leia mais:    Centro-esquerda vence em grandes cidades da Itália, e direita recua

PUBLICIDADE Analistas e políticos acreditam que Berlusconi — que ainda lida com julgamentos por crimes relacionados às infames orgias que promovia quando era primeiro-ministro, apelidadas de “bunga bunga”, de mais de uma década atrás — provavelmente não reunirá o amplo apoio necessário para ganhar a votação

Mesmo que todos os legisladores do bloco de direita votassem nele, Berlusconi ainda precisaria de pelo menos mais 50 votos para se tornar chefe de Estado – o que ele teria que garantir em grupo de 113 parlamentares não afiliados à direita

Riccardo Molinari, líder da Liga na Câmara, disse a uma estação de rádio italiana que seu partido quer que Berlusconi seja eleito, mas acrescentou que seu campo precisava encontrar um candidato que a esquerda também possa apoiar

— Não é nenhum segredo que Berlusconi é uma figura que divide — disse ele

A possibilidade de que Draghi assuma como presidente da República provoca apreensão em círculos político-econômicos, que receiam que o atual “milagre econômico” que vive a Itália chegue ao fim

O país tem prazos apertados para executar os programas financiados pelo bilionário plano de recuperação da União Europeia (UE), e a desordem pela falta de um governo poderia pôr a agenda de retomada econômica em risco. A Itália é o país que mais benefícios deve obter da UE, somando aportes de mais de € 200 bilhões (R$ 1,265 trilhões)

PUBLICIDADE A transformação de Draghi, apelidado de “Super Mario”, considerado salvador do euro e da Itália, em um “avô a serviço das instituições”, como ele descreveu que gostaria de se tornar, faz com que muitos receiem que a unidade do atual Executivo, que deveria governar até as eleições de 2023, se perca

O mandato de Mattarella, de sete anos, termina em 3 de fevereiro

— O risco é grande, pelo menos em curto prazo. Mario Draghi é a pessoa que garante a unidade deste Executivo e não há ninguém de fato na cena política italiana que possa substituí-lo e garantir essa coesão —  explicou à AFP Jesús Castillo, economista da Natixis. — Se ele se tornar presidente, em breve veremos um impasse político e provavelmente eleições antecipadas

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