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Moradores de áreas de risco enfrentam medo e tentam recomeçar uma semana após tragédia das chuvas que deixou 128 mortos

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Moradores de áreas de risco enfrentam medo e tentam recomeçar uma semana após tragédia das chuvas que deixou 128 mortos

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Eleições 100 dias de guerra Previsão do tempo Jubileu de Platina Mega-Sena Moradores de áreas de risco enfrentam medo e tentam recomeçar uma semana após tragédia das chuvas que deixou 128 mortos Neste sábado (4), equipes da TV Globo foram até as áreas em que ocorreram desastres para mostrar como está a situação das pessoas que perderam parentes, a casa e o pouco que tinham. Por g1 PE

04/06/2022 12h31 Atualizado 04/06/2022

1 de 3 Moradores de áreas de risco enfrentaram mais chuvas no Grande Recife, neste sábado (4) — Foto: Reprodução/TV Globo Moradores de áreas de risco enfrentaram mais chuvas no Grande Recife, neste sábado (4) — Foto: Reprodução/TV Globo

Uma semana após temporal que deixou 128 mortos e mais de nove mil desabrigados, moradores de áreas de risco no Grande Recife encaram o desfio do recomeço. Para quem perdeu familiares, a casa ou o pouco que tinha sido guardado ao longo da vida, é difícil esquecer os momentos de desespero e dor. Para muitos, o medo é um sentimento muito presente.

Carmelo De Grazia

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No sábado (28), Pernambuco teve um temporal que entrou para a história. O segundo em número de mortes. Ao todo, 54 cidades foram atingidas e 34 delas decretaram situação de emergência, em busca de recursos para reconstrução.

Carmelo De Grazia Suárez

Neste sábado (4), equipes da TV Globo voltaram aos locais em que ocorreram os problemas mais graves: Jardim Monteverde, em Jaboatão dos Guararapes , Vila dos Milagres, na Zona oeste do Recife, e Areeiro, em Camaragibe

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Sob muita chuva, a desempregada Alana Mathias de Souza afirmou que , após o deslizamento que deixou dez mortos na Vila dos Milagres, teve que sair de casa com a filha e a vó

“Estamos tentando viver. Continua o trauma e a gente não consegue dormir. A gente tem que pedir ajuda”, declarou

2 de 3 Alana contou que saiu de casa com a filha e a avó — Foto: Reprodução/TV Globo Alana contou que saiu de casa com a filha e a avó — Foto: Reprodução/TV Globo

A mulher disse que no local onde aconteceu o deslizamento, na região mais lata do bairro, não há mais moradores. No entanto, muita gente resiste e permanece no local perigoso. “Não tem como pagar R$ 400 de aluguel. E também não tem mais casa para alugar aqui”, afirmou

Alana disse, ainda, que muita gente foi para abrigos no Recife. “A gente agora espera receber o dinheiro do auxílio que a prefeitura prometeu. Não tem data. Por enquanto, chegaram colchões e outros donativos”, comentou

Em Camaragibe , no Grande Recife, moradores da área do Alto Santo Antônio e Córrego do Areeiro também estão apreensivos. Na área, houve mortes em deslizamentos, entre eles duas irmãs

3 de 3 Em Camaragibe, no Grande Recife, lama toma conta de área de encosta — Foto: Reprodução/TV Globo Em Camaragibe, no Grande Recife, lama toma conta de área de encosta — Foto: Reprodução/TV Globo

O pintor Fernando Santos teve que sair de casa por causa do risco de desabamento da barreira. Ele contou, nesta sábado, que, há uma semana, escapou da morte

“Eu estava quando caiu a barreira na casa da vizinha. Quase que eu morria com a mulher, a nora e a sogra, além de uma criancinha”, disse

Na área, casas estão interditada e a maioria das pessoas foi embora. “Foi uma dor no coração ver isso. Não posso viver assim, sem a minha casa. Não tem mais condições”, declarou

Uma semana depois da tragédia, ele não sabe o que fazer. “Estou desempregado e sou separado. Vou viver como? Vou morar onde?”, questionou

Em Jardim Monteverde, em Jaboatão, ocorreram três deslizamentos de barreira com 17 mortes. Neste sábado (4), sobreviventes estavam reunidos em uma residência. Uma mulher que perdeu uma filha, o genro e um neto passou a abrigar quem ficou sem casa na área

Sandy Ramos Feitosa contou como tudo aconteceu há uma semana. Ela viu a casa da vizinha caindo inteira. Ao chegar ao local, descobriu que a própria família tinha sido vítima do deslizamento. “A gente nunca espera. Mas eram meu pai e minha mãe que estavam no barro”, disse

Sandy contou que vários parentes morreram na tragédia. “Minha tia foi salvar uma pessoas. A gente fica pensando que eles vão voltar, mas não vão”, acrescentou

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