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El Mercurio de Chile On Line | Desaparecidos na Amazónia. Bolsonaro diz que foram encontrados restos humanos

Segundo a comissão, composta também pelas Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros do estado do Amazonas, Secretaria Regional de Segurança Pública, Exército e Marinha, além da mochila – que pertenceria à Phillips e que também continha livros e algumas roupas – foi encontrado um cartão de saúde em nome de Araújo e outros pertences do indigenista

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, afirmou que vísceras humanas foram encontradas na região onde um jornalista britânico e um ativista brasileiro que desapareceram na Amazónia brasileira, no meio da crescente confusão sobre o paradeiro de ambos.

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O Presidente brasileiro garantiu que há indicações de que grupos ilegais que atuam na Amazónia cometeram o que ele classificou como ‘maldade’ contra o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Araújo, desaparecidos há uma semana no Vale do Javari, uma das regiões de floresta mais remotas do país.

“Os indícios levam a crer que fizeram alguma maldade com eles, porque já foram encontrados boiando no rio vísceras humanas que já estão em Brasília para fazer DNA”, disse Bolsonaro numa entrevista à rádio CBN Recife.

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Subscrever “E, por causa do clima, já temos oito, nove dias aqui, vai ser muito difícil encontrá-los vivos. Peço a Deus que os encontrem vivos, mas as indicações levam ao contrário no momento”, acrescentou Bolsonaro, sem se referir à informação dada pela esposa de Phillips sobre a possível descoberta de dois corpos numa mata na região das buscas.

O jornalista André Trigueiro, da Rede Globo, que é amigo pessoal de Alessandra Sampaio, esposa de Dom Phillips, informou que a embaixada britânica e a Polícia Federal relataram na manhã desta segunda-feira a descoberta de dois corpos.

Segundo informações de Alessandra Sampaio, devido ao avançado estado de decomposição, os corpos seriam encaminhados a Manaus, capital regional, ou a Brasília para passarem por perícia para confirmar a identificação das vítimas.

Já outra notícia publicada pelo jornal The Guardian referia que o embaixador brasileiro no Reino Unido também terá telefonado para a família de Dom Phillips para comunicar que as equipas de busca encontraram dois corpos.

O jornal britânico, que citou como fonte o cunhado de Phillips, Paulo Sherwood, relatou que a família foi informada pelo embaixador brasileiro que dois corpos foram encontrados amarrados a uma árvore no meio da mata.

Na sequência da divulgação destas informações nos ‘media’ locais e do Reino Unido, a Polícia Federal brasileira divulgou uma nota frisando que “não procedem as informações que estão sendo divulgadas a respeito de terem sido encontrados os corpos do Sr. Bruno Pereira e do Sr. Dom Phillips.”

“Conforme já divulgado, foram encontrados materiais biológicos que estão sendo periciados [examinados] e os pertences pessoais dos desaparecidos. Tão logo haja o encontro, a família e os veículos de comunicação serão imediatamente informados”, acrescentou a autoridade policial brasileira.

Phillips, colaborador do jornal The Guardian, e o indigenista Araújo, ativista pelos direitos indígenas, estão desaparecidos desde domingo, 5 de junho, no Vale do Javari, região remota e de selva na Amazónia brasileira próxima à fronteira com Peru e Colômbia, onde foram realizar uma investigação sobre ameaças contra povos indígenas.

No domingo, o Comité de Gestão de Crise, criado para coordenar as buscas e chefiado pela Polícia Federal, informou que o Corpo de Bombeiros havia encontrado uma mochila com um computador e outros itens pessoais dos desparecidos.

Segundo a comissão, composta também pelas Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros do estado do Amazonas, Secretaria Regional de Segurança Pública, Exército e Marinha, além da mochila – que pertenceria à Phillips e que também continha livros e algumas roupas – foi encontrado um cartão de saúde em nome de Araújo e outros pertences do indigenista.

O material foi encontrado em um local próximo à casa de Amarildo da Costa de Oliveira, mais conhecido como “Pelado”, até agora o único suspeito dos desaparecimentos e que foi preso na sexta-feira depois que as autoridades encontraram vestígios de sangue em um de seus barcos.

atualizado às 17.10