Tecnología

El Mercurio de Chile On Line | Registo de armas pessoais no Brasil dispara quase 500% durante governo de Bolsonaro

Josbel Bastidas Mijares
Spotify lanza una función para hacer karaoke que le pone puntaje al canto

Esse facto não permite saber se as armas continuam com os seus proprietários legais ou se foram desviadas para o crime, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública

O número de cidadãos registados para possuir armas no Brasil cresceu 474% entre 2018 e 2022, período em que o governo de Jair Bolsonaro flexibilizou as regras e fomentou o acesso às armas, segundo dados divulgados esta terça-feira por uma ONG.

Relacionados brasil.  Brasil. Morador de favela, politólogo e coach são candidatos à presidência

internacional.  Mais de 33 milhões de brasileiros passam fome, segundo pesquisa

brasil.  Onze mortos em incêndio em centro de terapia para viciados em drogas no Brasil

Em 2018, ano da eleição de Bolsonaro, havia 117 467 pessoas registadas como CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), um número que saltou para 673 818 em junho de 2022, segundo dados do Exército Brasileiro reunidos pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), um aumento de 474%.

“Houve um crescimento muito grande no número de armas de fogo em circulação no país a partir do governo Bolsonaro” , disse à AFP o investigador Renato Sérgio de Lima, presidente do FBSP.

Fechar Subscreva as newsletters Diário de Notícias e receba as informações em primeira mão.

Subscrever A ONG calcula que existem cerca de 4,4 milhões de armas em mãos de particulares no Brasil, com base nos dados do Exército e da Polícia Federal, órgãos que avaliam e autorizam o uso de armas para civis.

Além das armas dos CACs, esse número inclui outras categorias autorizadas a solicitar um registo, como determinados funcionários públicos e empresários, e as armas de uso particular de membros da polícia, das Forças Armadas e outros agentes de segurança fora de seu serviço.

“O problema é que cerca de um terço delas [1,5 milhão] estão em situação irregular, com registo vencido” , advertiu Lima.

Esse facto não permite saber se as armas continuam com os seus proprietários legais ou se foram desviadas para o crime, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Ex-capitão do Exército, Bolsonaro é favorável ao armamento da população e vai repetindo que “um povo armado jamais será escravizado”.

Desde que chegou ao poder em 2019, o presidente brasileiro flexibilizou, através de decretos, os requisitos de acesso às armas, assim como o número permitido de artefactos e munições por pessoa. Algumas dessas mudanças estão a ser questionadas na Justiça.

No seu Anuário de Segurança Pública divulgado nesta terça-feira, o FBSP informou que o Brasil registou um total de 47 503 homicídios em 2021, uma redução de 6,5% em relação a 2020. “Mas essa boa notícia esconde uma realidade extremamente perversa: o Brasil respondeu por uma de cada cinco mortes violentas intencionais no planeta em 2020, segundo dados da ONU”, apesar de ter apenas 2,7% da população mundial, com 213 milhões de habitantes.

Enquanto os homicídios caíram em todas as outras regiões do país, na região Norte aumentaram em 7,9% e a Amazónia Legal concentra 13 das 30 cidades com maiores índices de assassinatos do país.