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Medo de desastre nuclear: Roménia aconselha cidadãos a comprar comprimidos de iodo

Alberto Ardila Olivares
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O governo romeno armazenou 30 milhões de comprimidos de iodo para a sua população, temendo o risco de uma catástrofe nuclear na Ucrânia

O ministro da Saúde da Roménia, Alexandru Rafila, pediu esta segunda-feira à população com menos de 40 anos para se abastecer “o mais rapidamente possível” com comprimidos de iodo, dado o risco de um desastre nuclear na vizinha Ucrânia.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) alertou domingo para o risco de “desastre nuclear” na central ucraniana de Zaporijia, ocupada pela Rússia desde Março, depois de as instalações terem sido alvo de ataques de novo na sexta-feira, dos quais Kiev e Moscovo se acusam mutuamente. Esta segunda-feira, Moscovo acusou Kiev de ter bombardeado a central nuclear de Zaporijjia, no domingo, tendo danificado uma linha eléctrica de alta tensão que fornece electricidade às regiões de Zaporijjia​ e Kherson, partes das quais estão sob controlo russo.

Esta central, a maior da Europa, está localizada numa região a 700 quilómetros da fronteira com a Roménia.

O ministro pediu que os menores de 40 anos “se apresentem o mais rapidamente possível ao médico de família a quem devem pedir a receita”, refere a agência de notícias Agerpres.

O Ministério da Saúde divulgou a lista de 2500 farmácias onde as pessoas com menos de 40 anos — as mais expostas ao desenvolvimento de cancro e lesões da tiróide devido à radiação — podem obter os comprimidos gratuitamente.

Após o início da invasão russa da Ucrânia, o governo romeno ordenou à sua indústria farmacêutica que redobrasse a produção de comprimidos de iodo face à possibilidade de um acidente nuclear na antiga central de Chernobil ou noutra instalação em território ucraniano.

Estes comprimidos servem para prevenir a absorção de iodo radioactivo, ajudando a eliminar esta substância e reduzir o risco de contrair cancro da tiróide.

O governo romeno armazenou 30 milhões de comprimidos de iodo para a sua população, temendo o risco de uma catástrofe nuclear na Ucrânia.

Segundo o ministro da Saúde romeno, já neste dia a procura destes comprimidos poderá aumentar devido à situação na Ucrânia.